27 de outubro de 2009

Calzone



Veio igualzinho à foto do cardápio do delivery (coisa rara). Delicioso.

7 de setembro de 2009

Alimentos decorativos


Direto dos vasinhos aqui da casa de meus pais: salsinha crespa, cebolinha francesa (ou ciboulette) e erva-curry (Helichrysum italicum).

Uma vez fiz um projeto de paisagismo onde o manjericão formava um canteiro grande para dividir a horta do restante do jardim e delimitar também o fim do terreno. Recebi um comentário de que seria uma quantidade demasiado grande para o uso culinário.
Mas não foi por isso que o coloquei naquele lugar, foi porque suas folhas arroxeadas combinavam bem, a altura era adequada, assim como a densidade de folhas e porque o aroma de suas folhas e flores seria interessante no local. Além disso, poderia ser utilizado para aromatizar o fogo de chão que ficava lá na horta, agregando ao delicioso cheiro de lenha e ao crepitar um perfume interessante.
Acredito que as plantas não têm que ser apenas ornamentais ou apenas alimentos, podem ser as duas coisas.

10 de agosto de 2009

La Dulce Estación




O ambiente é delicioso (não sou apenas eu quem pensa assim), o café é bom, os doces são lindos e esse quadrado de mousse de chocolate com mousse de framboesa que comi estava espetacular.
Além disso, o café acompanha água (isso por aqui é bastante comum) e um mini suco de laranja (natural!), além de uma fina barra de chocolate meio amargo com o "lacre" La Dulce Estación em chocolate branco.
E os preços estavam tão bons quanto (ou melhores) que os de outros lugares que não valem o suficiente para serem mencionados por aqui.

Quer vir? O endereço é:
J B Alberdi 907 - Olivos (Buenos Aires)
Ao lado da estação Borges do Tren de la Costa (um trem turístico que recomendo - nessa mesma estação também há um café gostoso, mas La Dulce Estación é melhor)


Juicy

8 de agosto de 2009

Rizoto com caldo de cordeiro


Quando fiz o cordeiro guardei o que sobrou do caldo. Seria imperdoável jogar fora. Ficou congelado até eu decidir fazer o rizoto. Não segui uma receita, fiz como me lembrava que a Dani havia feito uma vez na casa dela.
Primeiro, refoguei cebola, cebolinha e alho poró, logo acrescentei o arroz arbóreo e vinho tinto. Ai começa o momento de mexer constantemente. Quando o vinho foi secando, comecei a acrescentar o caldo quente e continuei mexendo. Quando seca e o arroz ainda não está no ponto, acrescenta-se mais caldo (ou água quente se esse acabar). Assim vai até o arroz ficar al dente. Então, basta apagar o fogo, acrescentar manteiga e queijo ralado na hora, tampar e deixar repousar por aproximadamente 15 minutos. (Coloquei também um resto de molho de cogumelos que havia na geladeira).
Servi com carne picada com molho e erva doce refogada na manteiga.
Por cima, brotos de rabanete (produção própria!).


24 de julho de 2009

Cordeiro com nhoquis



Aqui na TV a cabo há um canal chamado El Gourmet que se dedica apenas as assuntos deliciosos de todos os povos, sabores, texturas e cores.
Comecei a assistir alguns de seus programas em novembro de 2008 e desde então estou com desejo de comer cordeiro, um prato que adoro mas que não combina muito com os mais de 30 graus de temperatura do verão. Vi uns sendo preparados em forno a lenha, ao ar livre, com temperos direto da horta. Não tenho essas condições para o preparo, mas o fogão a gás, mesmo sem tanto charme e o cheirinho da lenha, também deu conta.
Na noite anterior ao dia em que planejava o preparo da paleta de cordeiro que ganhei, subi para procurar uma receita no site do El Gourmet.
Para minha sorte e felicidade encontrei uma fonte melhor: Camila, minha amiga chef lá do delicioso Restaurante Rosmarinus officinalis em Mauá estava online e me disse como ela prepararia a paleta se estivesse em meu lugar.
Para fazer como ela sugeriu, o prato foi postergado um dia, já que tinha que ficar marinando por aprox. 24h.
Primeiro, esfreguei a peça com sal grosso, pimenta do reino branca moída na hora e alecrim seco (na falta do fresco...). Num marinex coberto com filme plástico, ficou das 11h00 de um dia às 8h30 do outro marinando na geladeira.
Logo, esfreguei com mel cristalizado - esse ingrediente foi por minha conta, achei que combinava e não me arrependi.
A carne foi selada numa frigideira para então deitar sobre uma cama de legumes - salsão fatiado, cenoura cortada em rodelas grossas e cebola. Tudo foi banhado com vinho tinto e a assadeira foi completada até metade de sua altura com caldo de carne caseiro feito também no dia anterior (brodo) e tampada com papel alumínio.
Foi ao forno baixo por aproximadamente uma hora. Aumentei a temperatura para média-alta (sorry, não tenho termômetro) para dar uma acelerada. Ficou assim 2 horas. Abaixei novamente a temperatura - a carne já estava assada, mas ainda não desprendia dos ossos como devia.
Já quando selei a carne o aroma de alecrim, carne e pimenta era enlouquecedor. Ao fim de 4h30 de forno, a carne desprendia um aroma delicioso, soltava-se dos ossos como se nunca tivessem estado unidos e seu aspecto também era tentador.
Soltei a carne e desfiei ligeiramente para então acomodar ela e algumas cenouras sobre os nhoquis já cozidos, banhar com caldo, polvilhar com salsinha picada e parmesão recém ralado.
Voilá! Delicious, recomendo.

Dica da Camila para a hora da compra:
* escolha paletas pequenas, são mais macias
* os cordeiros do Uruguai são muito bons

D
e tanto falar em cordeiro para minha mãe ela me presenteou com uma linda paleta de cordeiro, mas lembrarei das dicas quando for escolher uma nova peça para outro delicioso prato algum dia ;-)
A sorte é que somos apenas 3 aqui em casa, então a escolha de uma paleta pequena foi a decisão lógica na hora da compra. Não sei a origem, esqueci de ver a etiqueta. Pode ter sido uruguaia como também patagônica - lá no sul consomem muito cordeiro.


Restaurante Rosmarinus officinalis, Mauá


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20 de julho de 2009

Feliz dia do amigo





Um brinde a todos meus amigos. E que venham ainda mais. Sempre.


***
Tirinha: Jim, Jam y el otro - Por Max Aguirre

1 de julho de 2009

Um, dois



Arroz com feijão nunca foi o prato diário na mesa da minha casa. Lá havia outros costumes, vindos de outras culturas. Dominavam as batatas, e lentilhas eram servidas com mais frequência que feijões.
Acho que aprendia a cozinhar feijão antes de minha mãe (obrigada, Maria!). Aprendi a comer e a gostar dele nas raras vezes em que comíamos no bandejão da escola e, mais tarde, nos restaurantes por quilo, onde está sempre disponível, mesmo que a salada já tenha acabado.
Engraçado que meus hábitos na cozinha só tenham incluído mais o feijão desde que estou fora do país do 1, 2: feijão com arroz. O daqui não é tão fresco, é difícil de ser visto nas prateleiras dos supermercados (engraçado) e mais fácil de ser comprado solto nas lojas de 'dietética', ao lado do farelo de trigo e das sementes de girassol descascadas (e sem sal!) que adoro. Atenção: pode estar bichado, olhe bem antes de pedir seu quilinho.
Mas depois é só alegria. Mulatinho, preto, azuqui: separe, lave, deixe de molho e cozinhe como de costume. Para acompanhar, arroz branco com cebola e alho, couve da horta (porque essa também não existe por aqui) e o que mais der vontade ou tiver sobrado de alguma refeição anterior.
Pimentinha?

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